Halitose


Tem alguns utentes que recorrem à farmácia para solucionar o problema de mau hálito? Não se sentem confortáveis e o mau hálito atormenta-os durante o dia?

De manhã, ao acordar, é normal que sintamos por vezes um hálito mais intenso do que o normal. Este hálito matinal resulta não só da diminuição da quantidade de saliva produzida durante a noite, mas também da abstinência durante várias horas na ingestão de líquidos e alimentos.

E quando este mau hálito não ocorre só de manhã e se prolonga pelo dia?

 

Antes de mais, vamos esclarecer o que é a halitose, mais conhecida por mau hálito.

A halitose é um termo que descreve, um hálito desagradável com origem em alterações variadas da cavidade oral ou outras localizações.

Pensa-se que a halitose seja uma situação que afeta todos os indivíduos, pelo menos ocasionalmente e de forma transitória, apresentando repercussões sociais, afetivas e psicológicas!

 

Temos sempre uma noção correta do nosso hálito?

A nossa auto perceção do hálito é muitas vezes errada. Esta pode estar tanto subestimada por habituação, como exagerada.

Existem vários fatores que levam a uma autoavaliação exagerada, como por exemplo:

a)       A publicidade acerca do mau hálito pode preocupar pessoas sugestionáveis.

b)      A noção do mau sabor na boca pode levar à convicção de mau hálito.

c)       Crianças com pais com mau hálito podem crescer inferindo que também sofrem do mesmo problema.

d)      Indivíduos que no passado foram chamados à atenção relativamente ao seu mau hálito podem continuar preocupados com essa situação.

Podemos concluir que existem vários fatores condicionantes na auto perceção do hálito.

 

Como surge o mau hálito?

Existe atualmente a evidência científica que associa a ação de alguns tipos de bactérias presentes na cavidade oral sobre substratos proteicos contendo enxofre. Ou seja, a degradação desses substratos proteicos provoca a libertação de compostos sulfurosos voláteis que vão originar o hálito desagradável.

Na maioria dos casos, a halitose tem a sua origem na cavidade oral. No entanto, também pode haver situações em que poderá ser um sinal de uma doença sistémica.

As causas são diversas, podendo ser causas orais (relacionadas com a má higiene oral, presença de cáries, doença das gengivas, ulcerações orais, infeções, diminuição do fluxo salivar ou cancro oral), causas externas (que estão relacionadas com a ingestão de certos alimentos, nomeadamente o alho e a cebola, e qualquer outro fator que conduza a uma diminuição do fluxo salivar, como o tabaco, o consumo de álcool e determinados fármacos) ou causas relacionadas com outras áreas.

No que diz respeito às causas relacionadas com outras áreas, a otorrinolaringologia pode ser considerada a segunda área de maior importância associada a halitose.

As causas de origem nos pulmões, estômago, fígado e rins são consideradas raras.

É normal ter a ideia de associação entre a patologia gástrica e a halitose, apesar de ser considerada rara! É importante referir que poderão estar relacionadas, nomeadamente em casos de refluxo gastroesofágico, hérnia de hiato, síndrome de má absorção, ou de infeções intestinais.

A diabetes, as deficiências vitamínicas, a desidratação e outras situações de caracter sistémico podem desencadear halitose.

O ciclo menstrual também pode ter interferência nas alterações do hálito.

 

Por fim, vamos falar de como se pode prevenir o mau hálito!

O mau hálito, de uma forma geral, pode ser prevenido e tratado através de uma boa higiene oral.

Esta higiene oral inclui a escovagem, a limpeza interdentária e o uso de raspadores linguais para a limpeza da língua, uma vez que a língua é o ecossistema ideal das bactérias pela sua grande área de superfície e a sua estrutura papilar.

É também aconselhável a ingestão diária de água suficiente para manter uma correta hidratação.

Pode ainda utilizar elixires contendo agentes específicos que ajudam na prevenção e tratamento da halitose.

As pastilhas, os rebuçados e os sprays refrescantes também podem ser uma opção, uma vez que conseguem mascarar o odor do mau hálito. Para além de mascarar o mau hálito, as pastilhas e os rebuçados contribuem também para o aumento da produção de saliva.

No caso de halitose persistente, encaminhe o seu utente para um médico dentista.

 

Não deixe que o mau hálito intervenha no dia-a-dia dos seus utentes e ajude-os a ultrapassar este problema com estas dicas!

 

 

Folhetos educativos Ordem dos Médicos Dentistas – MAU HÁLITO. Disponível em https://www.omd.pt/publico/folhetos/ data de consulta a 17/09/2018

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