Linfoma de Hodgkin


Todos os anos, são diagnosticados cerca de 260 novos casos de Linfoma de Hodgkin em Portugal. Mas afinal, o que é o Linfoma de Hodgkin?

Vamos descobrir mais sobre este tipo de linfoma!


O Linfoma de Hodgkin é mais comum nos homens do que nas mulheres, sendo que cerca de três homens são afetados para cada duas mulheres. É mais comum em pessoas entre os quinze e os quarenta anos de idade e em pessoas com mais de cinquenta anos. A causa do Linfoma de Hodgkin é ainda desconhecida, mas a suscetibilidade genética e as associações ambientais estão relacionadas.

 

Quais os sintomas do Linfoma de Hodgkin?

Geralmente, as pessoas com Linfoma de Hodgkin apercebem-se do aparecimento de um ou mais linfonodos aumentados, normalmente no pescoço, nas axilas ou nas virilhas. Estes linfonodos aumentados são indolores, no entanto, a dor pode ocorrer após a ingestão de bebidas alcoólicas.

Pessoas com Linfoma de Hodgkin, às vezes, apresentam febre, suores noturnos e perda de peso.

Outros sintomas frequentes são o prurido intenso e a fadiga.

Algumas pessoas apresentam a febre de Pel-Ebstein, um padrão incomum de temperatura elevada por vários dias alternando-se com temperatura normal ou abaixo da normal durante dias ou semanas.

Pode surgir outro tipo de sintomatologia, dependendo da localização das células cancerosas. Por exemplo, o aumento de linfonodos no tórax pode obstruir e irritar as vias respiratórias, resultando em tosse, desconforto no peito ou falta de ar.

 

Como é feito o diagnóstico desta doença?

Os médicos suspeitam de Linfoma de Hodgkin quando uma pessoa, sem infeção aparente, desenvolve um aumento dos linfonodos, indolor, que persiste durante várias semanas. A suspeita torna-se mais forte quando o aumento dos linfonodos é acompanhado de febre, suores noturnos e perda de peso.

As anomalias nas contagens de células sanguíneas e outros exames de sangue podem proporcionar evidências adicionais.

Para fazer o diagnóstico, os médicos precisam de fazer uma biópsia de um linfonodo afetado de maneira a verificar se estão presentes células de Reed-Sternberg. Estas células resultam da transformação clonal de células de origem da célula B, dando origem às células de Reed-Sternberg, estas grandes células binucleadas.

O tipo de biopsia depende do linfonodo aumentado e da quantidade de tecido necessária.

 

Qual a evolução da doença? Quais os seus estadios?

Antes de se iniciar o tratamento, os médicos determinam o estadio da doença, uma vez que a escolha do tratamento e o prognóstico é dependente desse fator.

A doença é classificada em quatro estadios com base na extensão da sua disseminação (I, II, III ou IV). Os quatro estadios têm subdivisões baseadas na ausência (A) ou presença (B) de um ou mais dos seguintes sintomas:

·         Febre inexplicada;

·         Suores noturnos;

·         Perda inexplicada de mais de 10% do peso corporal nos seis meses anteriores.

Diz-se, por exemplo, que uma pessoa com linfoma de estágio II e que apresentou suores noturnos tem o estágio IIB de Linfoma de Hodgkin.

São usados diversos procedimentos para se determinar o estadio e avaliar o Linfoma de Hodgkin. Exames de sangue, incluindo testes das funções hepática e renal, teste do vírus da imunodeficiência humana (VIH) e de infeção por hepatite B e C, radiografias torácicas e tomografia computadorizada (TC) do tórax, abdómen e pelve são exames padrão. A TC é bastante precisa na deteção de linfonodos aumentados ou da disseminação do linfoma para o fígado e outros órgãos.

A tomografia por emissão de positrões (PET) é a técnica mais sensível para determinar o estadio do linfoma de Hodgkin e para avaliar a resposta da pessoa ao tratamento.

 

Tratamento e prognóstico

Existem várias opções de tratamento do Linfoma de Hodgkin, nomeadamente:

·         Quimioterapia

·         Radioterapia

·         Cirurgia

·         Transplante de células-tronco hematopoiéticas

A opção da modalidade de tratamento é complexa e depende do estadio preciso da doença.

A quimioterapia é utilizada em todos os estadios da doença, sendo que podem ser usadas diversas combinações, nomeadamente com radioterapia de campo envolvido.

Mais de 80% das pessoas com a doença em estadio I ou II são curadas com quimioterapia ou com quimioterapia e radioterapia. A taxa de cura de pessoas com a doença em estadio III varia de 70 a 80% e as taxas de cura para pessoas com a doença no estadio IV, ainda que não tão elevadas, ficam acima de 50%.

Uma pessoa que teve remissão após tratamento inicial, mas, posteriormente, teve recidiva, ainda pode ser curada com um tratamento de segunda linha. A taxa de cura para as pessoas com recidiva é de, pelo menos, 50%. Normalmente, as pessoas com recidiva após o tratamento inicial são tratadas com um regime quimioterápico "de resgate" seguido de quimioterapia de dose elevada e transplante autólogo de células-tronco.

 

Após o tratamento é importantíssimo monitorizar e controlar!

Deverão ser realizados frequentemente testes de rotina para identificar uma eventual recidiva. 

 

 

 

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Até já!

 

 

 

Carol S. Portlock, Linfoma de Hodgkin – Hematologia e oncologia, Manuais MSD – Versão para Profissionais de Saúde. Disponível em https://www.msdmanuals.com/pt-pt/profissional/hematologia-e-oncologia/linfomas/linfoma-de-hodgkin acedido a 24/09/2018

Carol S. Portlock, Linfoma de Hodgkin – Distúrbios do sangue, Manuais MSD – Versão Saúde para a Família. Disponível em https://www.msdmanuals.com/pt-pt/casa/dist%C3%BArbios-do-sangue/linfomas/linfoma-de-hodgkin acedido a 24/09/2018 acedido a 24/09/2018

Dia Mundial do Linfoma: Em Portugal há 260 novos casos de Linfoma de Hodgkin por ano (14/10/2018), Saúde Online. Disponível em https://saudeonline.pt/2018/09/14/em-portugal-ha-260-novos-casos-de-linfoma-de-hodgkin-por-ano/ acedido a 10/12/2018

 

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