Consumo de alcool nos adolescentes


Um novo relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), intitulado de Adolescent alcohol-related behaviours: trends and inequalities in the WHO European Region, fornece novos insights recolhidos ao longo de 12 anos sobre o consumo de bebidas alcoólicas em adolescentes na Europa.


O relatório revela que, nos últimos anos, o consumo de álcool dos adolescentes diminuiu ligeiramente na Europa. No entanto, apesar desta redução, os níveis de consumo continuam perigosamente altos e isso continua a ser uma preocupação de saúde pública!


Sabia que mais de 1 em cada 10 adolescentes de 15 anos bebem semanalmente bebidas alcoólicas? E que 1 em cada 10 jovens relatam o seu primeiro contacto com bebidas alcoólicas com apenas 13 anos ou menos?


A pesquisa publicada pela OMS documenta os hábitos de consumo de adolescentes europeus em 36 países e foram identificadas algumas tendências preocupantes como:

·         Apesar de ter havido um pequeno declínio nos níveis de consumo de álcool, o consumo excessivo é muito comum!

·         Mais de 1 em 4 jovens de 15 anos relataram que começaram a consumir álcool com 13 anos ou menos.

·         As diferenças de género para o consumo semanal de álcool são agora mínimas no Norte da Europa, ou seja, tanto rapazes como raparigas têm níveis de consumo semelhantes. Na Europa de Leste e do Sul, os rapazes consomem cerca de duas vezes mais álcool que as raparigas.


Este estudo também demostrou que os jovens que experimentam a sua primeira bebida alcoólica mais cedo, têm maior probabilidade de desenvolverem algum tipo de vício e de se tornarem alcoólicos problemáticos no futuro.

 

Em relação a estas tendências, o Dr. Jo Inchley afirmou que “as maiores reduções no consumo de álcool foram feitas em países que tradicionalmente têm uma maior prevalência, como a região nórdica. Isto deixa claro que a mudança é possível! No entanto, mais deve ser feito para garantir que os adolescentes sejam efetivamente protegidos contra os danos causados ​​pelo álcool”.

 

Mas afinal, quais são os riscos de beber bebidas alcoólicas na adolescência?

Beber durante a adolescência, incluindo um início precoce e um consumo frequente, afeta a saúde psicológica, social e física. O álcool é um importante fator de risco para lesões fatais e não fatais, acidentes, tentativas de suicídio e uso de outras substâncias, estando também relacionado com a gravidez indesejada, doenças sexualmente transmissíveis, maus resultados académicos e violência.

O consumo de álcool durante a adolescência também está associado a mudanças funcionais e estruturais no cérebro que persistem até à idade adulta e que estão associados, por exemplo, a dificuldades de aprendizagem.

 

O que se pode fazer para diminuir o consumo de álcool nos jovens e retardar o início deste hábito?

A OMS identificou um conjunto de políticas acessíveis e economicamente viáveis que podem reduzir o uso prejudicial do álcool. Estas incluem o aumento do preço de bebidas alcoólicas, a restrição no acesso e na publicidade a estas bebidas e proibições de patrocínios.

 

A Dra. Carina Ferreira Borges, Programme Manager for Alcohol and Ilicit Drugs na OMS reforça a importância do comprometimento político, afirmando: “Para garantir que os sucessos alcançados até agora sejam mantidos, os governos são encorajados a adotar abordagens que envolvam a população, de todas as idades. Além disso, são necessários mais esforços, especialmente em países onde a taxa de mudança tem sido lenta”.

 

Até já!

Fique EMFORMA!

 

 

Adolescents drink less, although levels of alcohol consumption are still dangerously high, World Health Organization (26-09-2018). Acedido em http://www.euro.who.int/en/media-centre/sections/press-releases/2018/adolescents-drink-less,-although-levels-of-alcohol-consumption-are-still-dangerously-high a 03-12-2018.

 

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