Sarampo

No dia 14 de março, a DGS declarou a “existência de um surto” de sarampo em Portugal, contando já com 68 casos confirmados.


O sarampo é uma das infeções virais mais contagiosas, transmitindo-se de pessoa a pessoa, por via aérea através de gotículas ou aerossóis. O vírus do sarampo pertence ao género Morbillivirus da família Paramyxoviridae.

O tempo de incubação da doença é de 10 a 12 dias e o período de contágio é entre 4 dias antes até 4 dias depois do aparecimento do exantema.


Os sintomas iniciais do sarampo são os comuns de uma infeção:

- febre;

- congestão nasal;

- irritação na garganta;

- tosse seca.


Passados 2 a 4 dias, surgem pequenas manchas brancas (manchas de Koplik) na boca, uma erupção na pele associada a comichão ligeira, manchas vermelhas planas e com um aspeto irregular que rapidamente se vão alastrando por todo o corpo.


Ao fim de cerca de 5 dias, a temperatura diminui, os sintomas aliviam e as manchas vão desaparecendo.

A doença tem habitualmente uma evolução benigna, mas pode desencadear complicações como otite média, pneumonia, convulsões febris e encefalites. Pode ser grave e até levar à morte.


Não existem medicamentos específicos para tratar o sarampo, por isso, o objetivo do tratamento é proporcionar conforto e alívio até os sintomas desaparecerem, cuja duração é de duas a três semanas.


As pessoas não vacinadas e que nunca tiveram sarampo têm uma elevada probabilidade de contrair a doença se forem expostas ao vírus!

A vacinação é a principal medida de proteção contra o sarampo, é gratuita e está incluída no Programa Nacional de Vacinação.


De momento, os profissionais de Saúde são o único grupo a quem são recomendadas duas doses de vacina contra o sarampo, segundo uma norma da Direção Geral da Saúde, atualizada a propósito do atual surto.

Apesar do surto, Fernando Araújo, Secretário de Estado da Saúde, assegurou que «o stock de vacinas é mais do que suficiente», quer nos centros de saúde, quer nos hospitais.


Os administradores hospitalares defendem um consenso alargado com as ordens e sindicatos dos profissionais de saúde para uma campanha pelo cumprimento do Programa Nacional de Vacinação. O Farmacêutico pode e deve também ter um papel ativo nesta campanha de saúde pública!

A DGS aconselha “quem esteve em contacto com um caso suspeito de sarampo e tem dúvidas”, ligue para a Linha Saúde 24 (808 24 24 24).


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